Grotesco e Arabesco

Literatura, Romantismo, literatura fantástica, poesia, formas narrativas etc

Literatura Ocidental I – Ilíada Parte 2

Dando continuidade aos posts sobre a literatura ocidental, vamos ver o resumo narrativo da Ilíada de Homero. Vamos lá.

A Ilíada – Parte 2: Resumo da Narrativa

Início da Ilíada

"A ira, Deusa, celebra do Peleio Aquiles, o irado desvario, que aos Aqueus tantas penas trouxe, e incontáveis almas arrojou no Hades de valentes, de heróis, espólio para os cães, pasto de aves rapaces: fez-se a lei de Zeus; desde que por primeiro a discórdia apartou o Atreide, chefe de Homens, e o divino Aquiles." Ilíada - Canto I, primeira estrofe. Tradução de Haroldo de Campos

Durante o décimo ano do cerco a Tróia, ocorre um desentendimento entre os aqueus comandados por Agamenon. Na divisão do espólio de guerra, cabe a Agamenon uma moça chamada Criseida, filha de Crises, sacerdote do deus Apolo. Crises pede a Agamenon que lhe devolva a filha em troca de um resgate, o que lhe é recusado. Crises pede, então, ao deus Apolo que o ajude, e o deus manda a peste para os aqueus. Forçado a devolver Criseida, Agamenon toma de Aquiles a também prisioneira Briseida, troiana e sua parte em escravas do espólio de guerra, mas ele a toma de Aquiles não só como compensação, mas também como forma de ofender o guerreiro. Ofendido, Aquiles se retira da guerra junto com os seus mirmidões e pede a sua mãe que interceda junto a Zeus para que ele ajude aos troianos na guerra como um castigo aos aqueus por Agamenon ter lhe tomado Briseida. Tétis intercede junto a Zeus, que promete ajudar aos troianos a despeito da opinião da deusa Hera, esposa de Zeus e que estava do lado dos aqueus.

Através de Oneiros, Zeus manda a Agamenon um sonho que o incitava a atacar Tróia sem os mirmidões. Agamenon decide testar, o que quase gera uma revolta em seus exércitos incitada por Tersites. A revolta termina com a intervenção de Odisseu, que açoita Tersites e o relembra de que, de acordo com a profecia de Calcas[1], Tróia cairia no décimo ano do cerco. Os dois exércitos se encontram cara a cara diante dos muros de Tróia. Páris avança, mas recua ao encontrar Menelau, que o ofende. O jovem príncipe o desafia para um duelo, e Hector, o maior herói troiano e irmão de Páris, propõe que o destino da guerra seja decidido nesse duelo. Menelau exige um juramento de sangue para que o resultado do duelo seja respeitado. Quando o duelo se inicia, Menelau leva vantagem, e quando está para vencer, Afrodite envolve Páris em névoa, o remove do campo de batalha e o leva para junto de Helena, que estava junto de Príamo no ponto mais alto dos muros de Tróia.

Ilíada, livro VIII - Manuscrito Grego

Manuscrito grego da Ilíada, livro VIII, linhas 245-253. Manuscrito grego, final do século V, início do século VI a.C.

Agamenon declara que como Menelau venceu a disputa, os troianos devem entregar Helena e pagar o resgate de guerra. Hera e Atena protestam com Zeus, pedindo a continuação da guerra até a destruição total de Tróia. Zeus aceita, caso Hera aceite não intervir se ele decidir destruir uma cidade que seja protegida por ela. Atena desce até o exército troiano e convence o arqueiro Pândaro a disparar contra Menelau, quebrando assim o pacto entre os dois exércitos. Os exércitos avançam, e quando a luta começa os aqueus logo ficam em vantagem, mas Apolo incita os troianos ao combate, lembrando-lhes de que Aquiles não está no exército inimigo. Os troianos avançam e começam a levar vantagem, apesar dos esforços do herói Diomedes que, estimulado por Atena, chega a ferir os deuses Afrodite e Ares que estão ao lado dos troianos. Os aqueus voltam a levar vantagem e Hector corre até sua mãe, pedindo-lhe que tente acalmar Atena com oferendas. Depois do pedido feito à mãe, Hector se encontra com a esposa e o filho, um encontro triste, onde ele pressente a queda de Tróia. Junta-se, depois, ao irmão, e voltam ao campo de batalha.

Apolo e Atena combinam uma trégua, e para tanto, incitam Hector a desafiar um herói aqueu para o combate. Ajax é o guerreiro escolhido, e após uma luta que dura até a noite, há uma trégua, e então os gregos recolhem seus mortos e preparam um baluarte.

O combate recomeça de manhã, com a proibição, por parte de Zeus, que outros deuses interfiram, enquanto ele dispara raios dos céus e atrapalha os aqueus. O combate prossegue, e os gregos são obrigados a recuar para seu baluarte, cercados pelos ameaçadores troianos.

Agamenon percebe, então, que foi enganado por Zeus, e desesperado, ouve os conselhos de Nestor e envia a Aquiles uma embaixada com Odisseu, Ajax, Fênix e dois arautos, oferecendo presentes e pedindo que ele retorne para a batalha. Aquiles, ainda irado e ofendido, não aceita retornar.

Protegidos por Zeus, no dia seguinte o exército troiano novamente obtém vantagem contra os aqueus, que são empurrados até as naus de onde não haveria escapatória além do mar, porém, começam a ser ajudados por Poseidon. O embate é duro, amargo e sangrento. Hera convence Hipnos a adormecer Zeus, e então os aqueus, acuados, aproveitam esse momento para recuperar alguma vantagem, e Ajax consegue ferir Hector. Zeus acorda e, vendo o que aconteceu, repreende Hera. Hera culpa Poseidon, e Zeus ordena que ela mande Apolo e Íris incitar novamente os troianos ao combate, e Zeus impede Poseidon de continuar ajudando. Os troianos recuperam a vantagem, ferindo vários heróis aqueus.

Aquiles cura os ferimentos de Pátroclo - detalhe de vaso em técnica de cerâmica vermelha, 500 a.C.

Aquiles cura os ferimentos de Pátroclo - detalhe de vaso em técnica de cerâmica vermelha, 500 a.C.

Pátroclo[2], vendo o andar da guerra, vai pedir a Aquiles que permita que ele comande os mirmidões na batalha. Aquiles empresta a Pátroclo suas armas e armadura e o deixa liderar os mirmidões, mas recomenda a ele que não persiga os troianos, mas apenas os expulse de perto das naus. Ao ir para o campo de batalha, Pátroclo desobedece a Aquiles e persegue os troianos quando já estavam se retirando, e confronta Hector junto da cidade, que o mata.

Ajax leva o corpo de Pátroclo após uma disputa, mas Hector fica com as armas de Aquiles, e os aqueus fogem. Aquiles fica abalado com a morte de Pátroclo, e conversa com a mãe, que lhe promete novas armas para o dia seguinte. Tétis vai até o Olimpo e encomenda novas armas com Hefesto. Enquanto Tétis encomenda novas armas, aos gritos contra os troianos, Aquiles ajuda a fuga dos aqueus e o anoitecer interrompe o combate.

Na manhã seguinte, Aquiles recebe as novas armas e Agamênon lhe devolve Briseida, e o herói retorna para o combate, combate em que Zeus permite que todos os deuses interfiram. Após matar diversos heróis, sob o comando de Aquiles, os gregos acossam os troianos até os muros de Tróia, onde Hector tenta fugir de Aquiles. Hector é enganado por Atena, que o convence a enfrentar o maior herói dos aqueus de todos os tempos. Hector tenta um pacto com Aquiles, para que o corpo do vencido seja respeitado e que ele receba tratamento digno e funeral adequado. Com muita raiva, Aquiles berra que não há acordo possível, e o duelo começa. Aquiles fere a garganta de Hector, a única parte do troiano não protegida pela armadura. Morrendo sob o olhar de seus familiares, que assistiam a tudo de dentro das muralhas, Hector pede novamente que seu corpo seja devolvido a Tróia para que seja velado. Aquiles recusa, e diz que o corpo de Hector servirá para os abutres, enquanto o corpo de Pátroclo será honrado. Aquiles amarra o corpo de Hector em sua biga e o arrasta diante dos muros de Tróia, e depois o leva para o acampamento dos aqueus, onde iniciam o velório de Pátroclo.

Durante a noite, escondido, o rei Príamo, idoso, vai até o acampamento dos inimigos e pede a Aquiles o corpo do filho de volta. Seu apelo é realmente comovente, e Aquiles chora, sua fúria diminuindo, concordando então em devolver o corpo do príncipe troiano.

Príamo leva de volta para Tróia o corpo do maior herói daquela cidade, onde ele é velado com as honras que lhe são devidas.


Bem, como vi que se incluísse todas as notas necessárias o post ficaria ainda maior, no próximo post, aguardem um resumo sobre os deuses presentes na obra, assim, o leitor moderno pode compreender melhor a participação de cada um deles.

Estou, também, selecionando mais algumas obras que dialoguem com a obra de Homero.

Vejo vocês no próximo post, e caso tenham dúvidas ou sugestões, ou mesmo críticas, os comentários estão abertos, mas podem também continuar enviando e-mails.


[1] Calcas Testorides é o vidente, abençoado com a visão pelo deus Apolo, que guia o exército aqueu. Foi ele quem previu a duração da Guerra de Tróia, que duraria 10 anos, e no décimo ano, Tróia cairia. Foi ele também quem previu que a peste entre o exército aqueu era enviada pelo deus Apolo devido aos pedidos do pai de Criseida. Para fazer suas previsões, interpretava o vôo dos pássaros.

[2] Pátroclo (ou Patroklos, do grego Πάτροκλος “glória do pai”) era primo de Aquiles, e muitos defendem um envolvimento amoroso entre os dois, o que é refutado por Sócrates em Fedro. Pátroclo era filho de Menécio, e na juventude, matou Clisónimo, seu amigo, durante um jogo de astrágalos. Ele e seu pai se exilaram na corte do rei Peleu para fugir da punição. Na Guerra de Tróia, matou o condutor da biga de Hector, Cébrion, e Sárpedon, filho de Zeus e Laodâmia.

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Literatura Ocidental I – Ilíada Parte 1

Devido aos e-mails que recebo, vou tentar, de forma sintética, iniciar uma série de posts passando um pouco pela história da literatura ocidental. Peço desculpas pela demora, mas o assunto demanda tempo, consultas a inúmeras fontes, livros, cadernos e notas antigas.

Como espera-se, começarei pela literatura clássica, o que implica em começar com Homero, o grande cânon. Suas obras, Ilíada e Odisséia, eram ensinadas como livros didáticos, mas não como usamos os livros hoje: era mais como uma catequese.

Não pretendo esgotar tema algum, uma vez que isso é tarefa hercúlea, mas apenas situar melhor alguns leitores do blog que se sentem um pouco perdidos e vivem me pedindo ajuda. Já adianto que vai ser um pouquinho complicado, e que existem muitas informações, então isso vai render um bocado de posts. Pra facilitar a vida de todo mundo, vou incluir sempre notas de rodapé, caso queiram saber um pouquinho mais sobre certos personagens, arquétipos e temas. São notas perfeitamente ignoráveis por quem quiser, mas pode ser útil para alguém.

A unidade da obra de Homero é notável, e é explicada por Aristóteles (confira a poética aristotélica aqui), afinal, segundo ele tudo deve ter um começo e um fim, e o desenrolar é tudo o que está entre. Esse conceito parece simplório, mas só percebemos a importância de tal definição ao nos depararmos com a literatura ocidental posterior (ou é possível encontrar exatamente um começo ou um final em certos contos?).

Não vou entrar no mérito da existência ou não existência histórica de Homero, mas vou dar uma passadinha por suas obras que fundaram a literatura ocidental.

A Ilíada – Parte 1

A Ilíada narra os acontecimentos dentro de um período curto de tempo durante o último da Guerra de Tróia.

Foi escrita em hexâmetro dactílico[1] utilizando um dialeto literário artificial grego, onde se misturam, entre outros, os dialeto eólico e jônico. Divide-se em 24 cantos, e o nome deriva de Ílion, o nome grego para Tróia. É considerada a obra fundadora da literatura ocidental. Era cantada(ou seja, se originou da tradição oral), e a obra escrita é muio posterior à sua criação.

Como os fatos a respeito da guerra era de amplo conhecimento dos gregos, ela não é contada na íntegra, logo o conhecimento da mitologia envolvida é necessário para que o leitor moderno possa compreender a obra.

A guerra de Tróia, segundo os gregos antigos, era um fato histórico, ocorrido por volta de 1.200 a.C., durante o período micênico. Ocorreu quando os aqueus atacaram a cidade de Tróia, para vingar o rapto de Helena, esposa de Menelau, rei espartando e irmão de Agamênon. Nessa época, os aqueus se viam como vários reinos, mas são o que, hoje, chamamos de gregos, embora compartilhassem a mesma língua e cultura.

Segundo a lenda, Zeus e seu irmão Poseidon desejavam tomar Tétis, uma ninfa, como esposa. Prometeu[2] fez a profecia de que o filho de Tétis seria maior do que o próprio pai, o que levou os deuses a darem-na como esposa a Peleu, um mortal idoso, com a intenção de que o filho da deusa, sendo humano, fosse fraco.

Helena de Tróia

Helena de Tróia por Evelyn de Morgan, 1898

Todos os deuses e semideuses foram convidados para o casamento de Peleu e Tétis, menos Éris, a Discórdia. Ofendida, a deusa foi invisível ao casamento, e deixou cair no meio dos convidados um pomo de ouro onde se lia “à mais bela” (καλλίστη, “kallisti”), o que gerou uma disputa entre as deusas Hera, Atena e Afrodite, que pediram que Zeus resolvesse a disputa. Para resolver a disputa sem tomar partido, Zeus ordenou ao príncipe troiano Páris[3] (que na época estava sendo criado como um pastor) resolvesse a disputa. Procurando ser a deusa escolhida como a mais bela, cada uma das três ofereceu algo a Páris: Hera ofereceu o poder sobre a Europa e a Ásia, Atena ofereceu a habilidade e sabedoria dos maiores guerreiros, e Afrodite ofereceu o amor da mulher mais bonita do mundo, Helena de Esparta[4]. Para convencê-lo, Afrodite deixou que seu robe caísse, revelando a própria nudez e beleza. Páris escolheu, então, Afrodite e Helena. Helena era casada com o rei Menelau de Esparta, então Páris fugiu com Helena após uma visita diplomática. Hera e Atena, preteridas, passaram a odiar Páris e Tróia.

Enfurecido, Menelau lembrou aos ex-pretendentes de Helena o juramento que haviam feito, e Agamênon assumiu o comando do exército e atravessou o Mar Egeu para atacar Tróia.

Da união de Tétis e Peleu, nasceu Aquiles. Para fortalecer seu filho mortal, Tétis mergulhou Aquiles, ainda bebê, nas águas do Rio Estige[5], o que o tornou invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou. Aquiles, então, se tornou o mais poderoso dos guerreiros e rei dos Mirmidões.

A obra não trata do final da Guerra de Tróia, ou da morte de Aquiles. É um poema extenso, onde surgem muitos personagens. Além de Aquiles, surgem como personagens Agamênon, rei de Micenas e comandante supremo dos aqueus, e que, ao tomar a escrava Briseida de Aquiles causou a fúria do herói, que é o assunto principal da obra; Pátroclo, primo de Aquiles; Odisseu, rei de Ítaca, que era considerado astuto; Calcas Testorídes, vidente que orienta os aqueus, e que previu que, além da duração da guerra ser de 10 anos, era necessário devolver Criseida ao pai, entre outras coisas; Menelau, rei de Esparta e marido de Helena; Heitor, príncipe de Tróia e irmão de Páris, e que, devido a idade avançada do pai, comanda as forças troianas; Páris, príncipe troiano que causou a guerra; Enéias, primo de Heitor e tenente troiano (e personagem principal da Eneida, do poeta latino Virgílio); Andrômaca, esposa de Heitor; a própria Helena e muitos outros heróis gregos. Ainda, muitos deuses se envolvem, ajudando tanto os aqueus quanto os troianos.

No próximo post da série, trarei pra vocês um resumo da narrativa, já que esse aqui já ficou bem extenso.

Beijos!

P.S.1: agradeço ao Prof. Dr. Marcos Martinho e à Prof. Dra. Mary Lafer, pois foi graças às notas de suas aulas e leituras sugeridas que pude escrever esse post.

P.S.2: claro que downloads vão acompanhar os posts, afinal, nada melhor do que poder consultar os textos e as fontes, quando disponíveis, diretamente, certo?

P.S.3: Mega digno de nota, John Cale, ex The Velvet Underground, gravou uma música chamada Helen of Troy. A imagem de Helena, controversa, foi e continua sendo um grande mito em toda a arte ocidental.
Abaixo, confiram a música no Youtube.


Notas:
[1] Forma tradicional da poesia épica grega, onde um dáctilo corresponde a três sílabas poéticas, a primeira longa e as duas seguintes, breves, e cujo verso ideal possui seis pés – cada pé é um dactílico, cujo último verso não é dactílico mas espondeu ou tronqueu, ou seja, a penúltima sílaba é sempre longa e a última pode ser breve ou longa. O grego não possui sílabas tônicas, mas sim sílabas breves e sílabas longas.

[2] Prometeu (em grego Προμηθεύς, “antevisão”), é um titã da mitologia grega. Junto com seu irmão Epimeteu, criou os homens. Roubou o fogo sagrado dos deuses para presentear suas criações. É visto como figura que representa a vontade humana por conhecimento, a despeito da vontade dos deuses, e a captura do fogo é tida como a busca científica pelo conhecimento.

[3] Filho de Príamo, rei de Tróia, e Hécuba. Hécuba, pouco antes do nascimento de Páris, sonhou que deu à luz uma tocha flamejante. O vidente Esaco interpretou que o sonho predizia a queda de Tróia, e que a criança seria a causa. No dia do nascimento de Páris, o vidente anunciou que o príncipe deveria ser morto para poupar o reino da profecia. Os pais, entretanto, não foram capazes de matar o próprio filho. Agelau, o chefe dos pastores, foi escolhido para tal tarefa. O pastor entretanto foi incapaz de tal crime, e o abandonou no Monte Ida, esperando que ele morresse. Páris, no entanto, foi alimentado por uma ursa. Nove dias depois, ao voltar ao local onde abandonou o bebê vivo, Agelau o levou para casa dentro de uma mochila (Páris, πήρα, significa “mochila”), e levou uma língua de cachorro para Príamo, como prova de que a criança havia morrido.

[4] Helena era filha de Zeus e Leda, esposa de Tíndaro, rei de Esparta. Helena tinha vários pretendentes, mas Tíndaro, temendo enfurecer os pretendentes preteridos da filha adotiva, hesitava em se decidir. Odisseu propôs, então, que todos jurassem proteger Helena e sua decisão, independente de qual fosse. Helena escolheu, então, se casar com Menelau, que assim se tornou rei de Esparta.

[5] O mitológico Rio Estige é o rio da imortalidade, um dos rios do Hades, resultado do desaguar da fonte mágica da ninfa Estige, dada a ela por Zeus como recompensa pela ajuda de Estige na guerra contra os Titãs (Titanomaquia). Suas águas concediam a invulnerabilidade a humanos, e promessas feitas pelo Rio Estige não podiam ser quebradas nem mesmo pelos deuses.

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O romantismo no Brasil – Antonio Cândido

O romantismo no Brasil - Antonio Cândido
Preparando o terreno para um “apanhado”, por assim dizer, do que veio antes do Romantismo, deixo com vocês o livro O romantismo no Brasil, do Antonio Cândido.
Voltarei a ele mais tarde (bem como voltarei à visão do Victor Hugo sobre o sublime e o grotesco), num momento propício.
O romantismo no Brasil – Antonio Cândido [download]
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Do grotesco e do sublime – Victor Hugo (português)

Do grotesco e do sublime

Uma das principais obras teóricas do Romantismo, Do grotesco e do sublime, do Victor Hugo, ainda hoje nos explica muito das controvérsias do Romantismo  e nos ajuda a compreender melhor o espírito de uma época que ainda reverbera nas artes (e na sociedade).
Deixo com vocês um pouco do espírito de contradição da estética romântica.

Do Grotesco e do sublime – Victor Hugo [download - português]

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A volta do parafuso (português)

Comemorando a casa nova do Grotesco e Arabesco, e graças ao  Wanderley, consegui a versão em português de Turn of Screw, do Henry James, em português.

Tomei a liberdade de upar para o 4shared, para ampliar os links disponíveis da obra.

A volta do parafuso – Henry James [download]

Adicionei, ainda, um link novo na barra lateral do blog. Trata-se do blog LetrasUSP Download, uma iniciativa dos alunos do curso de Letras da USP, que disponibiliza livros que os alunos de lá precisam ler na faculdade. Aceitam pedidos de livros e contribuições.

Durante o feriado prolongado, teremos vários posts por aqui, só ficar esperto.

Beijos.

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Fim do hiatus

Sei que abandonei o blog por muuuito tempo, e peço desculpas aos visitantes.

Agora, vou olhar os comentários que estão aguardando aprovação, e preparar novos posts pra vocês, que não abandonaram o blog enquanto minha vida estava mega conturbada.

Vou terminar (finalmente) o texto sobre a teoria básica do conto,  e penso em começar a escrever um sobre a Teoria dos Gêneros depois do Romantismo. Será apenas mais um rascunho, como o texto sobre contos, mas recebo um bocado de e-mails perguntando disso.

É isso, vou tirar as teias de aranha disso aqui, e voltar a postar como vocês merecem.

Beijos.

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Il Fiore Delle Mille e Una Notte – Filme

Fechando a Trilogia da Vida do Pasolini, trago para vocês o filme As Mil e Uma Noites.
Il Fiore Delle Mille e Una Notte
Direção: Pier Paolo Pasolini
Produtor: Alberto Grimaldi
Autor: Dacia Maraini
Pier Paolo Pasolini
Elenco
Franco Merli
Ines Pellegrini
Ninetto Davoli
Franco Citti
Tessa Bouche
Margaret Clementi
Francelise Noel
Ali Abdulla
Duração: 1974
Lançamento: 130 minutos
Distribuição: Metro-Goldwin-Mayer
Formato: RMVB
Áudio: italiano
Legenda: português (embutido)
Tamanho: 424 megas (dividido em 5 partes)
Servidor: 4shared
Download da primeira parte
Download da segunda parte
Download da terceira parte
Download da quarta parte
Download da quinta parte

Fechando a Trilogia da Vida do Pasolini, trago para vocês o filme As Mil e Uma Noites.

pôster italiano do filme

pôster italiano do filme

Il Fiore Delle Mille e Una Notte

Direção: Pier Paolo Pasolini
Produtor: Alberto Grimaldi
Autor: Dacia Maraini
Pier Paolo Pasolini

Elenco:
Franco Merli
Ines Pellegrini
Ninetto Davoli
Franco Citti
Tessa Bouche
Margaret Clementi
Francelise Noel
Ali Abdulla

Duração: 130 minutos
Lançamento: 1974
Distribuição: Metro-Goldwin-Mayer

Formato: RMVB
Áudio: italiano
Legenda: português (embutido)
Tamanho: 424 megas (dividido em 5 partes)
Servidor: 4shared

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Mais uma vez, venho me desculpar pelas lentas atualizações. Mudança de casa, busca de estágio, faculdade… ai já viram.

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